TOM MAIOR

NOSSA HISTÓRIA

Embalada pelos versos de Martinho da Vila (“Vai ter de amar a liberdade, só vai cantar em tom maior, vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor”), a Tom Maior nasceu em 14 de fevereiro de 1973. Em plena ditadura militar, era um grito de liberdade de sambistas, que apostavam na renovação do Carnaval, e de estudantes da Universidade de São Paulo (USP), que sonhavam com novos rumos políticos para o país.

 Desde a fundação, a Tom Maior tem a diversidade como uma de suas marcas. Eram homens e mulheres, negros e brancos, jovens e sambistas experientes, liderados por Hélio Bagunça – dissidente da co-irmã Camisa Verde e Branco.

 O primeiro desfile foi em 1974, no Grupo 3 (hoje Grupo 1 da Uesp). Com o enredo “Sou de Um Poeta – Chão de Estrelas”, a escola estreou com um vice-campeonato e garantiu a vaga no Grupo 2 (atual Grupo de Acesso). E essa mesma garra que mostrou no primeiro Carnaval é a que mantém ao longo de 44 anos de história.

O SAMBA NA RUA

A falta de uma sede própria e os ensaios realizados nas ruas fizeram com que a Tom Maior mudasse de endereço diversas vezes. A origem foi no bairro do Sumaré, mas, ao longo do tempo, a escola passou por Pinheiros, Vila Madalena, Sumarezinho, Cerqueira César e Bom Retiro, onde está atualmente. Independentemente do local – se embaixo de um viaduto, uma quadra alugada ou uma casa de shows –, sempre teve uma comunidade fiel, determinada e guerreira, disposta a fazer o melhor pela querida agremiação vermelha e amarela.

 E foi assim em 1976, com “A Feira”, que garantiu o vice-campeonato do Acesso e conquistou a primeira oportunidade no Especial. Foi assim também em 1992, com “Caixa de Surpresas”, no Grupo 1, quando gritou “É Campeã” pela primeira vez. O feito se repetiu em 1995, mas, dessa vez, no Acesso. O enredo foi “Made in China – O Papel do Papel”.

 Outro desfile marcante da história da Tom Maior foi em 2008, no Grupo Especial. Com “Glória Paulista – São Paulo na Vanguarda da Economia Brasileira”, a escola ficou em quinto lugar, o melhor resultado até o momento.

 Mas foram muitos os carnavais memoráveis da história da Tom Maior. “Com Licença, Eu Vou à Luta” (2007), cantou a vida dos trabalhadores brasileiros;  “Uma Nova Angola se Abre Para o Mundo! Em Nome da Paz, Martinho da Vila Canta a Liberdade!” (2009) é, até hoje, um dos sambas mais queridos da comunidade vermelha e amarela.

Em 2016, a escola foi destaque ao homenagear o cantor e compositor Milton Nascimento no Grupo de Acesso, emocionando a arquibancada. Em 2017, de volta ao Especial, a Tom Maior reverenciou mais uma vez um ícone da música brasileira e levou Elba Ramalho ao Anhembi.

ETERNO PRESIDENTE

Um dos responsáveis pela Tom Maior nunca ter perdido a força ao longo de 44 anos de história foi Marko Antonio da Silva, o Markinho. Presidente da agremiação por 26 anos, ele assumiu o posto em 1985, aos 17.

O jeito conciliador era uma de suas marcas, embora nunca deixasse de fazer aquilo que achasse necessário pelo bem da Tom Maior. Estava presente em todas as etapas do Carnaval e fazia questão de cuidar de cada detalhe.

Markinho apostava no poder da mídia para dar visibilidade à escola. Por isso, se mantinha próximo dos jornalistas e sempre levava personalidades para ensaios e desfiles.

Ele pode não ter fundado uma escola de samba, mas deu à Tom Maior os valores e a determinação presentes no coração de cada componente até hoje. Sempre repetindo a frase “Quem corre atrás do que gosta não cansa”, Marko morreu em maio de 2011. Será para sempre o presidente de honra da Tom Maior: escola pela qual dedicou a vida e que sempre lhe dedicará todos os feitos.